De R$ 5,59 a R$ 7,79: veja onde a gasolina comum está mais cara e mais barata no Paraná, de acordo com pesquisa
16/03/2026
(Foto: Reprodução) Preço dos combustíveis continua subindo no Paraná
Uma pesquisa feita em 23 cidades de diferentes regiões do Paraná aponta que a gasolina comum mais barata entre os principais municípios do estado pode ser encontrada em Guarapuava, na região central, a R$ 5,59 o litro.
Em contrapartida, o preço mais caro foi localizado em Castro, nos Campo Gerais: a R$ 7,79 o litro.
O levamento foi feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana de 8 a 14 de março (domingo a sábado).
Os preços têm variado mesmo sem nenhum anúncio da Petrobras de alta nas refinarias. O que a empresa aumentou oficialmente foi o preço do diesel, mas todos os combustíveis têm registrado volatilidade nos preços em meio à instabilidade gerada no mercado pela guerra no Oriente Médio. Saiba mais abaixo.
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No Paraná, o preço médio entre as 23 cidades que foram incluídas na pesquisa mais recente da ANP é R$ 6,52.
Veja, abaixo, o resultado da pesquisa:
PREÇOS DA GASOLINA COMUM NO PARANÁ
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Preço da gasolina varia no Paraná
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Por que a guerra tem impactado nos valores?
O conflito no Oriente Médio começou após ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos no Irã, com o objetivo de enfraquecer o programa nuclear do país. A ofensiva provocou a morte de lideranças do regime iraniano e desencadeou retaliações com mísseis contra bases e aliados americanos na região.
A escalada militar aumentou a tensão no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo comercializado no mundo, o que elevou o risco de interrupção no transporte da commodity.
Com isso, o preço do petróleo subiu no mercado internacional e o dólar se valorizou. Esses fatores impactam o valor dos combustíveis no Brasil, já que gasolina e diesel são derivados do petróleo e os preços acompanham as variações do mercado global.
Governo Federal reduz Pis e Cofins para tentar controlar o preço do diesel
Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo anunciaram um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no preço do diesel e, consequentemente, na inflação de produtos que dependem do combustível para chegar aos consumidores.
As medidas assinadas por Lula foram:
um decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre óleo diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro, segundo o governo;
uma medida provisória que prevê o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32, por litro;
a tributação, via medida provisória, da exportação de petróleo com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento da população;
um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção.
O pacote de ações entrou em vigor com a publicação dos textos no "Diário Oficial da União". Com as medidas, o governo espera gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas.
Preço da gasolina sobe e chega a R$ 6,39 em postos do Piauí
Divulgação
Paranapetro diz que redução do governo é positiva
O Paranapetro, sindicato que representa os proprietários de postos de combustíveis do Paraná, afirmou que a redução dos impostos federais PIS e Cofins é positiva, mas destacou que o repasse da queda de preços depende das distribuidoras.
Segundo a entidade, no caso da gasolina e do diesel, os tributos são pagos pelas distribuidoras no momento da compra nas refinarias ou importadoras, dentro do regime de substituição tributária. Por isso, para que a redução chegue ao consumidor final, é necessário que as distribuidoras repassem primeiro a diminuição de custos aos postos.
"Espera-se das distribuidoras a mesma agilidade adotada nos seguidos aumentos de preços aos postos, que seguem sendo praticados desde o início da guerra no Oriente Médio", diz a nota.
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